segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A energia hidrelétrica

Apesar de 73% do potencial hidrelétrico permanecer inaproveitado, pois existem ainda muita possibilidade de construção de novas geradores, mas tem sido intenso, pois cerca de 93% da eletricidade gerada no país provém de hidrelétricas e está em terceiro lugar no mundo, perdendo para Rússia e China.
O maior desenvolvimento do potencial evoluiu principalmente nos rios da bacia amazônica, passando de 15 milhões de kW em 1970 para quase 260 milhões de kW em 1995.
O potencial hidrelétrico segundo as bacias fluviais está dividido na tabela abaixo:
Bacia Amazônica 105 550 MW

Bacia do Tocantins 27 821 MW
Bacia do Paraná 57 358 MW
Bacia do São Francisco 26 354 MW
Bacia do Uruguai 13 902 MW
Bacia do Leste 14 469 MW
Bacias do Sul e Sudeste 9 622 MW
Outras 3 979 MW
TOTAL DO BRASIL 259 055 MW
Aproveitado (até 1995) 58 300 MW (IBGE)
A energia hidrelétrica pode suprir todas as necessidades do país, desde que se construam novas usinas, apresentando diversas vantagens, pois a água não se esgota (embora haja secas eventualmente), seu custo operacional é baixo e polui menos do que as usinas termelétricas e atômicas.
O grande problema das hidrelétricas é a degradação ambiental provocada pela construção das usinas, que necessitam de grandes lagos abastedores, cuja extensão é imensa e profunda, alagando sítios arqueológicos, florestas, terrenos férteis e vilas inteiras, das quais os moradores são levados para regiões geralmente de terreno pobre.


Principais Usinas do Brasil

Uma usina hidrelétrica é um complexo arquitetônico, um conjunto de obras e de equipamentos, que tem por finalidade produzir energia elétrica através do aproveitamento do potencial hidráulico existente em um rio. Dentre os países que usam essa forma de se obter energia, o Brasil se encontra apenas atrás do Canadá e dos Estados Unidos, sendo, portanto, o terceiro maior do mundo em potencial hidrelétrico.

Usina Hidrelétrica de Itaipu - Rio Paraná, 12.600 MW
Usina Hidrelétrica de Tucuruí - Rio Tocantins, 4.245 MW
Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira - Rio Paraná, 3.444 MW
Usina Hidrelétrica de Xingó - Rio São Francisco, 3.000 MW
Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso IV - Rio São Francisco, 2.460 MW
Usina Hidrelétrica de Itumbiara - Rio Paranaíba, 2.082 MW
Usina Hidrelétrica de São Simão - Rio Paranaíba, 1.710 MW
Usina Hidrelétrica de Foz do Areia - Rio Iguaçu, 1.676 MW
Usina Hidrelétrica de Jupiá - Rio Paraná, 1.551 MW
Usina Hidrelétrica de Itaparica - Rio São Francisco, 1.500 MW
Usina Hidrelétrica de Itá - Rio Uruguai, 1.450 MW
Usina Hidrelétrica de Marimbondo - Rio Grande, 1.440 MW
Usina Hidrelétrica de Porto Primavera - Rio Paraná, 1.430 MW
Usina Hidrelétrica de Salto Santiago - Rio Iguaçu, 1.420 MW
Usina Hidrelétrica de Água Vermelha - Rio Grande, 1.396 MW
Usina Hidrelétrica de Corumbá - Rio Corumbá, 1.275 MW
Usina Hidrelétrica de Serra da Mesa - Rio Tocantins, 1.275 MW
Usina Hidrelétrica de Segredo - Rio Iguaçu, 1.260 MW
Usina Hidrelétrica de Salto Caxias - Rio Iguaçu, 1.240 MW
Usina Hidrelétrica de Furnas - Rio Grande, 1.216 MW
Usina Hidrelétrica de Emborcação - Rio Paranaíba, 1.192 MW
Usina Hidrelétrica de Salto Osório - Rio Iguaçu, 1.078 MW
Usina Hidrelétrica de Campos Novos - Rio Canoas,
Usina Hidrelétrica de Estreito - Rio Grande, 1.050 MW
Usina Hidrelétrica de Sobradinho - Rio São Francisco, 1.050 MW


Principais jazidas de Petróleo

O Brasil é rico em jazidas de petróleo, com reservas estimadas em 8,5 bilhões de barris provenientes de 5.511 poços, 4.872 terrestres e 639 marítimos. É o segundo maior produtor do combustível da América do Sul, sendo superado apenas pela vizinha Venezuela.A maior parte da produção vem da bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro, responsável por 86,9% das reservas nacionais. Utilizando tecnologia nacional de exploração em águas profundas, a produção da bacia de Campos alcança 52.600 metros cúbicos (330 mil barris) por dia. Por tudo isso, o local é conhecido como um dos maiores e mais modernos pólos petrolíferos do mundo, superando áreas similares, como o mar do Norte. São ao todo 37 plataformas, mais de mil poços, 4.200 quilômetros de dutos submarinos e uma produção de 1,2 bilhão de barris de petróleo e 15,7 milhões de metros cúbicos de gás.
Outro importante ponto de exploração do petróleo e seus derivados encontra-se no Espírito Santo. Recentemente, descobriu-se uma nova bacia petrolífera, perto do campo de Golfinho, estimada em 15% do atual volume de reservas do país. Isso coloca o estado bem próximo à primeira plataforma da produção nacional, ao lado da posição de liderança do Rio de Janeiro.
No Recôncavo Baiano, estado da Bahia, o petróleo também vem sendo explorado há anos; já foram produzidos na região mais de 1 bilhão de barris do produto. O campo de Água Grande é o que mais produziu até hoje no país, com um total de 42,9 milhões de metros cúbicos (274 milhões de barris) de petróleo extraídos do solo.
As principais jazidas do Brasil são:
REPLAN - Paulínia (São Paulo) - 365.000 bpd REVAP - São José dos Campos (São Paulo) - 251.000 bpd REFAP - Canoas (Rio Grande do Sul) - 30.000 m³/dia REGAP - Betim (Minas Gerais) - 151.000 bpd RECAP - Mauá (São Paulo)- 53.000 bpd RPBC - Cubatão (São Paulo) - 170.000 bpd REDUC - Duque de Caxias (Rio de Janeiro) - 242.000 bpd REMAN - Manaus (Amazonas) - 46.000 bpd LUBNOR - Fortaleza (Ceará) - 6.000 bpd REPAR - Araucária (Paraná) - 189.000 bpd RLAM - São Francisco do Conde (Bahia) - 323.000 bpd RENOR - Nordeste (Pernambuco) - Futura REGAL - Nordeste (Pernambuco) - Refinaria General Abreu e Lima, em parceria com a PDVSA.

Biomassa e Alcool
A biomassa ou álcool, são fontes de uso para combustível na substituição de combustiveis fósseis, além de ser de baixo custo, renovável, permite reaproveitamento de resíduos e é menos poluente.

Crise energética brasileira
“A crise energética sul-americana deixou de ser um cenário hipotético para se transformar em ameaça real, diante da qual todos os governos da região estão adotando medidas de urgência para evitar que dentro de poucos meses comecem os cortes massivos de fornecimento de energia. E a tensão política já começa a notar-se”, afirma o diário espanhol El País.
O jornal aponta para o convite feito a Evo Morales, de participar de um encontro com os dois presidentes no sábado, como um sinal do agravamento da crise.
Brasil e Argentina importam gás da Bolívia – o governo brasileiro importa um volume quase dez vezes maior que a Argentina -, mas o governo boliviano já avisou que não vai poder cumprir os contratos iniciais, a não ser que o Brasil abra mão de parte de seu gás para a Argentina.
“Em privado, representantes brasileiros não escondem o mal-estar pelas pressões que Lula vai receber em Buenos Aires. ‘Este ano há uma grande seca no Brasil, o que significa que produzimos menos eletricidade do que o normal. Eles querem que a gente corte, voluntariamente, a energia de nosso povo para evitar problemas para a presidente argentina?’, disse uma fonte brasileira a este diário.”
O El País ainda aponta que, neste ano, será ainda mais difícil para a Argentina recorrer ao Brasil caso precise de energia, já que o país não terá muitas condições de ajudar, e afirma que Kirchner poderá então recorrer à Venezuela, com quem ela deve assinar um acordo de intercâmbio de energia por alimentos no mês que vem.

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